Gaúcho que criou banco de sangue virtual lança ‘vaquinha’ online para ampliar ferramenta

Uma iniciativa que já mobilizou mais de 2,6 mil doadores de sangue no Rio Grande do Sul pode ser expandida para outros estados. Criado por um gaúcho, o banco de sangue virtual busca conectar quem precisa de sangue com quem tem interesse em doar por meio de uma plataforma online.

Após receber uma série de e-mails de pessoas de outros estados interessadas na ferramenta, o publicitário Ricardo Xavier Nunes, responsável pela ideia, decidiu criar uma “vaquinha” na web com o objetivo de ampliar o alcance do projeto (clique aqui para ajudar).

A meta é arrecadar R$ 90 mil em doações espontâneas. O dinheiro será usado para reformular o site, tornando automático o processo que ainda é manual.

“Vendo através desses e-mails a ansiedade desse pessoal que está necessitando de doadores, esse dinheiro vem para que a gente possa fazer esse avanço tecnológico e poder atendê-las o mais rápido possível”, explica Ricardo, que é doador há mais de 20 anos.

Lançado em junho de 2017, o banco de sangue virtual aceita, atualmente, apenas doadores do Rio Grande do Sul. Para se cadastrar como doador, gratuitamente, basta acessar este endereço. Desde o lançamento, a plataforma já ajudou muita gente.

A Ângela Nadler é mãe de um advogado de 42 anos que há 35 dias descobriu uma leucemia. Ele está internado no hospital e precisa de sangue praticamente todos os dias. A mãe conseguiu diminuir a angústia da espera por doadores de um jeito que nem imaginava. Foi por meio da internet, através do banco de sangue virtual.

“Foi uma coisa assim… Chega a ser emocionante”, diz Ângela. “Diariamente, ele tem usado, tem recebido sangue. Com essa campanha e ajuda do banco virtual também, eu consegui o suficiente para deixar mais tranquila um pouco a situação”, completa.

Quando alguém precisa de sangue, os voluntários fazem uma busca manual nos dados pra encontrar um possível doador. O contato chega por e-mail. Foi o que aconteceu com o Daniel Mattos. Ele se cadastrou em outubro e já fez a primeira doação.

“Poucas pessoas têm essa consicentização de doar e de ajudar. Então, é gratificante saber que tu ‘pode’ ajudar uma pessoa, salvar uma vida, na verdade, né?”, conclui o comprador.

“Não tem outra palavra, senão ‘gratidão’. Gratidão e ‘obrigada, desconhecido’, né? Preciso de ti”, agradece Ângela.

Fonte: G1