Universidade Federal de Santa Maria apura denúncia de estupro dentro de residência estudantil

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) apura a denúncia de uma aluna que teria sido estuprada por outro estudante dentro da residência estudantil da universidade. De acordo com informações repassadas pela assessoria de imprensa da UFSM, a denúncia chegou ao conhecimento da pró-reitoria nesta semana, e motivou a abertura de uma investigação na Comissão Permanente de Sindicância e Inquérito para levantar informações sobre o caso.

No último dia 14, a estudante publicou a história em seu perfil de Facebook.

O caso aconteceu em abril. A estudante procurou a polícia, que instaurou um inquérito, já concluído e remetido para a 3ª Vara Criminal da Justiça de Santa Maria no dia 7 de maio. O processo tramita em segredo de Justiça, por se tratar de denúncia de crime sexual.

Uma assembleia, na própria casa, foi realizada na terça-feira (19) para debater o caso. De acordo com a direção da casa, há outras denúncias semelhantes, ainda não apuradas, na residência.

O Diretório Acadêmico de Filosofia da UFSM afirma que o estudante denunciado é aluno do curso de Filosofia, e informou em postagem que também investiga o caso. Para esta quinta-feira (21), está marcado um ato contra o abuso dentro da universidade.

O estudante denunciado foi afastado da comissão organizadora do Encontro Nacional de Estudantes de Filosofia (Enefil), do qual fazia parte, de acordo com postagem na página do evento.

A residência estudantil da UFSM consiste em um conjunto habitacional, onde vivem cerca de 2,9 mil estudantes enquadrados no perfil socioeconômico, e que sejam de fora de Santa Maria. Tanto a autora da denúncia quanto o denunciado foram beneficiados com a moradia.

O caso foi denunciado à ouvidoria da universidade, e a estudante já foi ouvida. De acordo com a UFSM, desde o início da semana, o rapaz não mora mais na residência.

Através da assessoria de imprensa, a universidade enfatiza que trabalha para que o caso seja apurado e, se for constatado que houve agressão, que haja punição ao envolvido. A estrutura de atendimento psicológico e apoio estudantil da universidade foi disponibilizada para a estudante.

Vítima diz que sabe suspeito agrediu outras meninas

A vítima que denunciou o estudante conta que decidiu postar a história em seu Facebook porque soube de outras meninas que passaram pela mesma situação. “Com o post, eu também descobri mais pessoas que tinham sido abusadas pelo mesmo rapaz, assim como as meninas que estão me apoiando, que também têm recebido cada vez mais relatos sobre”, diz a jovem de 19 anos, que não terá a identidade revelada.

Ela decidiu tornar a história pública depois do inquérito policial estar concluído e remetido à Justiça. De acordo com a estudante, ainda não houve audiência do caso.

“Se alguma menina passar pela mesma situação que eu, que não se calem! Que busquem seus direitos, pois a culpa nunca é da vítima. Abusos acontecem frequentemente, mas precisamos mudar essa situação”, conclui a jovem.
Fonte: G1

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